França destaca Deus e família como pilares de sua vida e da busca de mais um Acesso

Renovado, cristão, o volante bauruense, que está de volta ao Noroeste, time que o projetou para Hannover (ALE) e Palmeiras, abriu o coração no CT do clube, falou do passado e projetou um futuro vencedor para ele e seus companheiros de Norusca em 2020

Focado no Noroeste, tendo a companhia da família e dos amigos de Bauru por perto, e fiel ao cristianismo, religião a qual buscou se converter há mais de um ano, o volante França, 28 anos, destaca que erros do passado são páginas viradas e que Deus e a família são pilares de sua vida.
Em entrevista ao lado da esposa Ingrid, com o filho Noah, do pai Aldinei e mãe Ivone, que foi ao ar pela TV Norusca, canal do Noroeste no Youtube/Facebook, o bauruense falou que é um “novo” França há mais de duas temporadas. Em 2019 ele foi capitão e o principal jogador do meio-campo da Inter de Limeira que conquistou acesso e retornou para a Elite do Paulistão.
De origem muito humilde, do Jardim Nova Esperança, bairro onde cresceu e estudou na Escola Estadual Irmã Arminda Sbríssia (mesmo colégio de outro bauruense ilustre do futebol, Donizete Oliveira), Wellington Wildhy Muniz dos Santos, o França, chegou ao Noroeste com 15 anos e ficou até o profissional. Hoje, em sua segunda passagem, ele relata que Deus tem um plano de conquista para ele, seus companheiros de clube e para o Noroeste.
“Tem mais de um ano que me converti. Escolhi Deus, escolhi seguir Jesus. E foi a melhor decisão que fiz na minha vida. É lindo de ver a forma com que Ele tem nos carregado no colo, nos guardado, eu e minha família. Coisas boas voltaram a acontecer graças a Ele. Só tenho que agradecer a Deus pelo meu retorno ao Noroeste. Um clube que me formou. Creio que virão coisas muito boas para o Noroeste, para minha família, para os meus companheiros. Creio que 2020 será um ano de honraria, um ano de vitória”, comenta.
Pai do Noah, recém nascido, da Giulia, 9 anos, da Laura, 2 anos, e da Lorena, 8 anos, o volante França é um dos líderes do elenco do técnico noroestino Luiz Carlos Martins. No CT do clube, ele recorda do início da carreira e agradece ao apoio e ao carinho que tem recebido da torcida.

NOVO FRANÇA
“Comecei aqui no sub-15, com o professor André Requena. E era um período muito difícil. Todos sabem que sou de uma família muito humilde. Não tinha dinheiro para vir de ônibus. Eu vinha treinar de bicicleta. Tive oportunidade no profissional com o Lori Sandri, que hoje está no Céu, Deus guardou ele, e depois cresci no futebol. A diferença daquele França, mais jovem, que não dava valor nas coisas, é Deus. A diferença é Deus e Jesus Cristo. Naquela época eu não servia a Deus, era mais do mundo. E hoje eu aprendi a dar valor na vida, nas pessoas que eu amo, em tudo. E estou aproveitando as novas oportunidades na minha vida. Tenho recebido o carinho da torcida também e isso me deixa muito feliz”, revela.

FÉ NO ACESSO
E se depender da fé dele, o Noroeste vai brigar para subir e ainda pode contar com uma “forcinha” do céu. “Venho buscar meu objetivo pessoal, que é colocar o Noroeste na Série A2. Vai ser um campeonato muito difícil, competitivo, com grandes equipes, onde não há favoritos. Sonho ainda voltar a jogar por time grande, assim como já joguei no Palmeiras, no Juventude, no Hannover da Alemanha. Sei do meu potencial e tenho fé que se eu der o meu melhor, como sempre venho fazendo, Deus vai abençoar”, diz o jogador.

PAIZÃO
A esposa Ingrid Chofard Muniz dos Santos, com o filho Noah no colo, comenta que está na torcida por ele e pelo Noroeste. “Ele é um ótimo marido, bom pai, me ajuda muito com as crianças, é sempre presente. E eu quero que ele saiba que eu estou ao lado dele, sempre, apoiando. E vamos conquistar o objetivo no final do campeonato, se Deus quiser”, comentou a esposa, diretamente do CT do Complexo Damião Garcia.
Para Aldinei Ferreira, o padrasto que França faz questão de chamá-lo e considerá-lo como pai, o jogador está renovado. ” França é um cara fora de série. Um paizão, de coração imenso. O passado dele foi bom, mas teve alguns erros que interferiram. Faz parte da vida. Estamos orando por ele e pelo time, porque ele ainda tem uma carreira maravilhosa pela frente”, conta.
A mãe Ivone Muniz dos Santos comenta que o sonho do menino que corria atrás de bola na rua, tornou-se realidade. “Era futebol o dia todo. Coloquei ele nas escolinhas do Gererê e depois Atheneu. Ai veio para o Noroeste, foi revelado aqui, saiu do país, jogou no Palmeiras e tem muitas coisas ainda para ele conquistar. “É um bom filho, não tenho palavras para descrever. Estamos todos na arquibancada torcendo. E eu só quero dizer que eu o amo e estarei sempre ao seu lado”, finaliza.



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