“De geração em geração”, segue o amor da família Christianini pelo Noroeste

“De geração em geração”, segue o amor da família Christianini pelo Noroeste

O casal Márcia e Ulisses acompanham o Noroeste há décadas, levam todos da família ao Alfredão e até batizaram o nome do filho em homenagem a um craque noroestino da década de 80

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Aline Cristina – (Estudante de Jornalismo, 2º ano, Unesp Bauru)

 

Para a torcedora noroestina Márcia Zagatto Christianini, 64 anos, lugar de mulher é, também, no estádio, e não preparando o almoço de domingo. Desde que começaram a namorar, ela se envolveu com a Locomotiva Vermelha e não deixa de acompanhar um jogo sequer, tudo por influência, claro, do marido. Até o filho ganhou nome de ex-jogador (leia mais abaixo).

Marcia acompanha o Norusca há 40 anos. Já o marido, Ulisses, acompanha o time há um pouco mais tempo, seguindo na trilha da Maquininha Vermelha há 51 anos. Ele começou ainda menino e passou a paixão para toda família.

Em conversa com o casal, no jogo da última quarta-feira (31), contra o União Barbarense, no estádio Alfredo de Castilho, eles disseram que acreditam no trabalho da diretoria e enalteceram a responsabilidade e a seriedade com a qual estão guiando o time. Visto que foi mantida a invencibilidade nas primeiras rodadas.

 

ABRIRAM MÃO DA LUA DE MEL

Ulisses coleciona histórias engraçadas e marcantes, mostrando a ligação que a família tem com o clube. “Viajava quilômetros de distância na época em que trabalhava em uma cidade longe de Bauru, para poder acompanhar de perto o time do meu coração a cada jogo. Eu e minha esposa dormimos fora uma única noite da lua de mel, porque resolvemos voltar antes para assistir o Norusca contra o América-RJ. E demos o nome do filho mais velho em homenagem ao jogador de 1987, “Cleber”.

 

JOGADOR DE 1987 DÁ NOME AO FILHO

O filho Cleber nasceu praticamente no dia que o centroavante noroestino fez gol contra o XV de Jaú, no Paulista de 1987. “Eu estava no hospital e o Ulisses enfrentou um trânsito gigante na pista, para poder assistir a essa partida. A única vez que meu marido me deixou foi por causa do Noroeste”, conta Márcia.

Para ela, é evidente que a família não podia nascer com outra paixão. Quando podem, o casal tenta arrastar a família completa para o campo, para torcer e continuar passando o fanatismo para as próximas gerações.

 

 

Texto feito como parte do programa voluntário e de aprendizagem com estudantes de jornalismo, em partidas do Noroeste pelo Campeonato Paulista, no Alfredão.

Foto no topo: Aline Cristina

Revisão e edição: Bruno Freitas/Noroeste

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