E agora, prefeitura?

E agora, prefeitura?

Noroeste faz acordo trabalhista com 15 ex-jogadores e ex-funcionários em audiência, mas Panela de Pressão corre o risco de ser novamente penhorada e com isso colocar em cheque a continuidade do basquete e vôlei profissional em Bauru

 

O assunto que vinha se arrastando há vários anos, enfim, começa a ter um desfecho. O Esporte Clube Noroeste, por meio de seu presidente, Estevan Pegoraro, e o departamento jurídico do clube, fez acordo nesta quarta-feira (17) com representantes de 15 dos 46 jogadores que moviam ações trabalhistas contra o Alvirrubro. Outros 11 reclamantes podem fechar acordo nos próximos dias.

Segundo o advogado do clube, Gustavo Gândara Gai, o clube vai pagar os acordos a partir da próxima semana. Os demais jogadores, de outros advogados, que não fizeram acordo, dependerão do prosseguimento do processo de execução, cujo andamento das tratativas jurídicas e burocráticas podem perpetuar por vários anos.

“Fizemos tudo ao que estava ao nosso alcance para chegarmos a um denominador comum com todos. Oferecemos o que o Noroeste podia colocar em acordo, mas nem todos aceitaram. Faz parte. Agora a Justiça pode seguir com a execução, inclusive com a eventual penhora da penhora do ginásio, para eles poderem receber dentro deste prazo burocrático. Apesar disso, eu saio bastante satisfeito porque estamos cumprindo a nossa proposta de gestão e agora esperamos poder voltar a operar as contas em nome do clube. Para quem não fez acordo, o Noroeste está de portas abertas para negociar”, disse Estevan Pegoraro, por meio da assessoria de imprensa do Noroeste.

De acordo com o departamento jurídico do Noroeste, fizeram o acordo Alexandre Raphael Bonifácio Ramos, Leandro Roberto Naziozeno, Mariano Fernandes de Souza, Jean Carlo Rodrigues, Idalina Barreiro Casteli, Armando Gonçalves, Henrique de Lima Leandro, Marlene Correa da Silva, Fernando Gonçalves Garcia, Alessandro Ricardo Ortolan, José Antônio Domingos, Giovanni Palmieri dos Santos, Thiago dos Santos Riato, José Renato Franco e Leonardo Nascimento Laurino.

 

Noroeste depende da prefeitura para ginásio não ser lacrado

O palco dos jogos do Bauru Basket e do Concilig Vôlei Bauru pode ser inutilizado a qualquer momento. Isso porque a prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e do chefe do executivo, o prefeito Rodrigo Agostinho, não chegaram a um acordo com valores que permeiam os aluguéis que a diretoria noroestina considera praticáveis pelo ginásio. Este impasse é uma pedra no caminho do planejamento de retomada da profissionalização das finanças e do futebol do clube, proposto por Pegoraro, que aderiu ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), obteve certidão negativa de débito estadual (CND) e fez o acerto na Justiça do Trabalho. A certidão de negatividade  da Justiça Federal acontecerá nos próximos dias. Agora só resta a prefeitura priorizar a negociação do tema para que o Centenário e maior patrimônio esportivo de Bauru volte a traçar planos ousados no Campeonato Paulista.

“Estamos trabalhando para que isso não ocorra, mas existe sim a possibilidade da gente colocar cadeado naquele portão do ginásio e deixar que a Justiça siga, ou não, com a execução da penhora. Não é o que a gente quer, de forma alguma, até porque entendemos que seria um desastre para o basquete e o vôlei, mas dependemos da boa vontade e agilidade da prefeitura de Bauru. Ainda tenho muita esperança de chegar a um acerto com o município. Conseguimos acertar com o governo estadual, com o governo federal, com a Justiça do Trabalho…Não consigo acreditar que com a prefeitura, entre nós bauruenses, que a gente não consiga chegar a uma solução para este impasse”, esclareceu o presidente.

Texto: Bruno Freitas/Noroeste

Foto: Quioshi Goto/Arquivo JC

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