Nascido em São Manoel, torcedor declara amor pelo clube no Alfredão

Rafael Leite é um novato na paixão pelo clube, exerce a função de passar o amor pelo time para as novas gerações e destaca que o calor nos jogos de domingo não são capazes de impedir a sua torcida otimista no estádio

Sob o calor de 32 graus das 11 horas do último dia 3, o apito iniciava a partida entre a Locomotiva Vermelha e o adversário Barretos. Chapéu de palha na cabeça e vestido com a camiseta alvirrubra, Rafael Paula Leite, analista fiscal, 36 anos, estava no Alfredão em Bauru para torcer mais uma vez pelo time do coração. Um time que o conquistou não de berço, mas na fase adulta.

A torcida de Rafael pelo Norusca pode não vir desde criança, mas hoje ele soma força no estádio com outros torcedores apaixonados. “Na verdade, nasci e cresci em outra cidade, em São Manoel. Sempre acompanhei pela TV o Noroeste, mas depois que eu vim para Bauru, já faz uns cinco anos, eu comecei a acompanhar mais em estádio, acompanhar o time mais pela estrada”, disse o analista, que destaca que o Norusca rompe barreiras entre municípios da região.

A família da esposa foi a inspiração principal para Rafael começar a acompanhar mais o clube. “O pai dela, o meu cunhado e os sobrinhos são todos noroestinos, aí acho que foi um incentivo a mais para eu começar a torcer. A família dela sempre vem ao estádio”, acrescenta Rafael, que dá preferência ao time de Bauru aos da capital.

“GOSTO DO FUTEBOL DO PACHECO”

Depois de acompanhar tantos jogos, o são-manuelense tem o seu momento mais marcante. “Eu comecei a acompanhar mais o Noroeste no estádio quando ele estava na ‘bezinha’ e eu acho que o mais marcante foi o último jogo que ele teve acesso de novo para a Série A 3 do Campeonato Paulista”, afirma ele. Quanto ao seu jogador preferido, nem titubeou ao dizer: “um cara que tem raça, vontade, é o Pacheco”, afirma o torcedor.

TRANSFERÊNCIA DO AMOR PELO TIME

Como forma de devolver a motivação que um dia recebeu, Rafael foi inspirado pela família e hoje inspira as crianças, o filho e os colegas de trabalho. “Já consegui inspirar outras pessoas no trabalho. Crianças, às vezes, levo alguma lembrancinha do Noroeste. Inspiro meu filho, que tem três anos, não só eu, mas a família dele também. Estamos o incentivando a estar indo para esse nosso caminho”, relata o analista.

Com a conquista do jogo diante do Barretos, ele passou a acreditar no Acesso. “Estamos confiantes. Eu acredito que ele vá conseguir o acesso sim. Acho que eles vão conseguir pelo técnico, que já tem um histórico e pelo time que foi montado, até pelo Richarlyson que tem uma experiência na série A e passou por times tão grandes. Acho que está um time bem montado para o acesso sim”, afirma Rafael.

RESISTÊNCIA

Aguentar tanta emoção não deve ser fácil e a Locomotiva Vermelha de Bauru já trilhou muitos caminhos nos seus 108 anos de história. Já foi da elite, já caiu, já subiu. “Torcer para o Noroeste envolve tudo. É paixão, é raiva, é ódio, é amor. Eu acho que é aquela paixão que não deixa abandonar o time, seja nas horas difíceis ou seja nas horas boas. Acho que é uma paixão diferente dos outros times, que envolve tudo: paixão e ódio”, finaliza o torcedor.

2 comentários em “Nascido em São Manoel, torcedor declara amor pelo clube no Alfredão”

  1. Parabéns pelo texto, torcer por um time é isso, as vezes paixão, as vezes ódio, mais a tarefa mais difícil desse apaixonado pelo clube “Noroeste” será de fato despertar essa paixão aos mais jovens, isso porque concorrer com vídeo games e computador, logo aos domingos, será de fato uma tarefa quase impossível.

  2. Futebol é cultura!!! E carrega em si muitos significados que definem um pouco da singularidade da cidade que representa, e do meio social envolvido, o pertencimento é um fenômeno social e o futebol é colaborador para que amamos a camisa sem acrescentar mals exemplos enraizados na categoria, que devemos superar e fazer da modalidade algo bom para todos.

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