Noroeste negocia prorrogação contratual do elenco

Alvirrubro tem contratos vencendo em 20 de maio e propôs extensão até o término da competição, cuja data ainda não foi definida pela Federação

Diante das incertezas financeiras e de datas para a continuidade da Série A3 do Campeonato Paulista, paralisado devido a pandemia do coronavírus, a diretoria do Noroeste propôs redução salarial de 50% para elenco e comissão técnica para os meses de abril e maio. A medida é em virtude a falta de receita, devido a apoiadores e patrocinadores que tiveram seus negócios impactados pela crise financeira. Ficando assim, impossível de o clube manter o mesmo patamar financeiro que foi planejado na pré-temporada. Profissionais que ganham menos de dois salários mínimos terão taxa de redução menor. E quem ganha um salário mínimo não terá a redução pontual. 
Já para o mês de junho, por enquanto, a situação ainda segue incerta porque tanto o Noroeste quanto os demais 15 clubes da divisão não sabem o que será definido.
O departamento de futebol profissional do Noroeste já distribuiu os novos contratos para os jogadores. A maioria, de prontidão, concordou com a redução entendendo a situação não só do clube, mas do impacto da economia como um todo, dentro e fora do esporte.

HIPÓTESES DE PROTOCOLOS

Uma conferência entre os médios dos clubes e a Federação Paulista de Futebol, realizada na noite de segunda-feira, levantou uma série de hipóteses para protocolos que possam ser exigidos caso o campeonato volte. Representou o Noroeste o médico do clube, Marcelo Bressan. O médico infectologista David Uip também participou. Além da ausência de público, estão sendo propostos que os treinos retornem só quando o Governo do Estado liberar. Além disso, a sugestão é que todos os atletas e comissão técnica envolvidos deverão ser vacinados para influenza. E que os clubes terão que arcar com testes para Covid-19, que ainda serão padronizados.

EXORBITANTE E INEFICAZ

Atualmente, nas farmácias que possuem o único teste disponível no mercado, conforme o Noroeste já pesquisou, o custo unitário gira em torno de R$ 350,00. E o teste só fornece 100% de exatidão quando a pessoa já tem 10 dias de sintomas do coronavírus, o que inviabilizaria o seu propósito esportivo. E ainda existe a possibilidade do “falso negativo”. Se isso for obrigatório, cada ciclo de testagem, somando todo o elenco e com base no preço atual do mercado, pode alcançar um valor de até 105 mil por testagem em todo o elenco de jogadores e comissão. E todo esse investimento ainda não será capaz de prevenir o contágio em 100%. Algo fora da realidade para todas as divisões, não só a Série A3.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima